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É Tudo Tão Simples…

2 jul

Uma das coisas que mais me deixa feliz em escrever no blog é o apoio dos meus leitores, e gostaria de agradecê-los. Mãe e pai: obrigada por entrarem aqui todos os dias! Kkkk…

Brincadeiras à parte, eu realmente fico feliz quando algum amigo gosta do que escrevi ou quer participar comigo. É um incentivo para continuar e jamais abandonar este espaço, como infelizmente fiz com o Pérolas Domésticas (na verdade agora junto os dois aqui). E uma das grandes incentivadoras é a minha sogra. Ela sempre está me incentivando, dizendo que levo jeito para escrever, que eu tinha que fazer curso de crônicas, e me deu um livro que achou a minha cara e meu jeito de escrever: “É tudo tão simples”, da Danuza Leão.

 

 

Já havia lido o livro sobre as histórias de sua vida, chamado “Quase Tudo”, em que ela fala da irmã, Nara Leão, que era cantora, e tinha gostado muito. Esse livro, pelo que pesquisei, é uma “reedição” de outro escrito há 20 anos, chamado “Na Sala com Danuza”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que eu mais gostei e me identifiquei é que ela escreve despretensiosamente, sem medo de certo ou errado, de in ou out. Ela não tem iPhone, entrou numa de só se vestir como o Steve Jobs (calça jeans e blusa preta) e procura ser verdadeira, sem constrangimentos. Ela não liga se for encarada como politicamente incorreta, como cita quando se refere às suas pulseiras de marfim, antigamente na moda, hoje crime: “Não é porque inventaram que todos têm que ser politicamente corretos que eu vou mudar minha cabeça“.

Ela também dá dicas sobre o que as mulheres acima dos 40 anos podem ou não fazer – lembrei dos meus Top 5, pois em muitos casos ela “saraveia”, o que eu adoro! Lógico que nem tudo concordei, como no caso das malas Louis Vuitton, que todo mundo tem que ter e usar encapada; mulheres com mais experiência só podem usar mangas compridas e puxá-las para cima; e depois dos 45 deve-se fazer viagens em classe executiva. Outras me identifiquei muito, quando ela diz que as mulheres deveriam ter quatro horas a mais para poder cuidar dos filhos, fazer unhas, tuitar, se exercitar… nossa, admiro você, mulher que tem filho e trabalha fora! Não consigo me imaginar em seu lugar. O pior é que sei que será o meu futuro! Outra: é perda de tempo guardar peças para usar quando emagrecer. “Isso não vai acontecer e, a cada vez que você olhar aquela peça do tempo em que era um palito, vai ficar deprimida“. Preciso aprender isso!

Danuza é muito engraçada e sabe usar muito bem o seu humor, de forma sucinta e simples, como deveria ser tudo na vida. Li uma frase sobre ela que adorei e assino embaixo: “Nem tudo é tão simples, mas Danuza é genial”.

Seguem mais algumas frases que gostei/achei engraçado e retirei do livro:

“O dia da mulher – e só o dela – deveria ter quatro horas a mais, para dar tempo de ler os jornais, os emails, fazer esteira, caminhar, arrumar o cabelo, a maquiagem, tuitar, conversar com os filhos, fazer charme pro namorado ou marido e até mesmo trabalhar. Que mundo injusto”.

“Mesmo que seja casada com cinco filhos, arrume um tempo só seu. (…) Para isso, coloque um sonífero na água do seu marido. Maridos odeiam ver as mulheres sozinhas, pensando”.

“A idade de ouro das mulheres, nos dias de hoje, é entre 45 e 55. É quando ela pode desfrutar da vida com maturidade e liberdade, sem querer o impossível”.

“Não viajo em classe econômica, é um problema de direitos humanos depois dos 45″.

“Tem coisa melhor do que encontrar uma bolsa linda, numa butique desconhecida, que ninguém vai saber e é da C&A ou da Hermès?”

“Se puder, vá passar 15 dias em Paris sozinha, e só conte na véspera, pra que nenhuma amiga resolva ir também”.

“Vou confessar: às vezes tenho inveja das muçulmanas. Não fazem ginástica, podem comer o que quiserem e não estão nem aí para os pneuzinhos laterais (…). Que vontade de usar uma burca.”

 

É Tudo Tão Simples – Danuza Leão

Editora Agir – 196 páginas

Preço médio: R$ 35,00

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