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Os 100 anos de Julia Child

27 ago

Como meus leitores mais antigos já sabem, eu adoro comentar quanto o Google tem um logo festivo. Lógico que procuro comentar os que tenho mais embasamento ou os que li por curiosidade e curti, afinal, a gente aprende várias coisas novas quando se tem essas comemorações.

 

Daí que na semana passada, lá estava o meu amigo Google com uma comemoração de algo que eu conheço e gosto: os 100 anos de Julia Child! E tem um motivo mais que especial para eu gostar dela: foi através do filme em sua homenagem, chamado “Julie & Julia”, que eu me empolguei e finalmente tirei do papel (ou melhor, da caixola) a vontade que tinha de criar um blog, o “Pérolas Domésticas”.

Para quem não está ligando o nome a pessoa, vou falar um pouquinho a respeito. Julia Child foi uma autora de livros de culinária e apresentadora de televisão americana. Seu bom humor e originalidade conquistou não só os telespectadores que queriam muito aprender a cozinhar como também grandes nomes da gastronomia mundial. No filme, ela foi interpretada pela maravilhosa Meryl Streep. E quanto a Julie? Bem, Julie Powell (Amy Adams) criou um blog (aháááá) onde expunha suas tentativas em cozinhar todas as 524 receitas do livro “Mastering the Art of French Cooking” (em tradução livre, “Dominando a Arte da Culinária Francesa”), de ninguém menos que Julia Child!

Segundo o Wikipédia, desafiando a própria inabilidade na cozinha, ela começou a se aventurar nas panelas tardiamente. Certa vez ela disse: “Eu tinha 32 anos quando comecei a cozinhar. Até então eu só comia”. Mais inspiração para mim, im-pos-sí-vel!!!!!!!!

Então, após se mudar para França (para acompanhar o marido militar) ela resolveu afastar o tédio se matriculando nas aulas de culinária oferecidas pela escola Le Cordon Bleu – decisão que acabou mudando a sua vida. Com bom humor e persistência, ela se entendeu muito bem com as técnicas francesas e acabou por compartilhar o que aprendeu, anos depois, com milhares de pessoas por meio de seus programas de TV e livros. Julia tinha um jeitão todo irreverente de mostrar suas receitas – era capaz de virar uma panqueca de forma desajeitada, deixando cair metade para fora da massa, após acabar de falar, em rede nacional, que “para virar qualquer coisa, é preciso ter coragem”. IDOLA!!! Rsrsrs…

E foi justamente essa simplicidade que acabou se tornando uma de suas marcas registradas, uma vez que popularizou a então inacessível culinária francesa.

 

Para quem quiser saber mais informações sobre o filme, o site oficial é http://www.sonypictures.com/homevideo/julieandjulia/.

 

Beijinhos e, como diria Julia: “Bon Appétiiiiiiiiit”!!!!

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Para Woody, Com Amor*

16 jul

*Antes de postar, um recado a respeito do post. Eu o escrevi desde o dia 5 de Julho, mas com a correria do dia a dia, acabei deixando de lado. Aí, nesse domingo, eu abri a Revista de domingo do O Globo e dou de cara com o que? Com a matéria da Martha Medeiros sobre Woody Allen, e lembrei que não tinha postado o meu! Como odeio desperdício, taí meu post! Espero não ser repetitiva! 🙂

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Acredito que com Woody Allen é sempre assim: ou você ama, ou você odeia. Parece uma máxima boba, mas não é. Sempre é assim: ou vejo as pessoas elogiando, se divertindo horrores, achando genial, ou são veemente contra suas obras. Não existe um meio termo em relação à ele. Eu sou do primeiro time, pois gosto muito do estilo dele: sarcástico, engraçado, com situações cotidianas… Ah, adoro quando ele atua nos filmes! Não esqueço dele lavando a mão sem parar, ao mesmo tempo que cantava “Happy Birthday To You” em Whatever Works (ou Tudo Pode Dar Certo), filme de 2009.  Update: Rebeca (Dra to be) disse que não era ele atuando, e sim o Larry David, co-autor de Seinfield! Também tenho sempre aquela primeira impressão de “nossa, ele viajou nessa história” e acabo achando engraçado, de tão absurdas que as situações propostas parecem ser.

Pesquisando sobre a história deste roteirista, ator e diretor (que por ser tão criativo talvez tenha mais alguns talentos que nem sei), reparei que desde 1982 ele faz filmes todos os anos, sendo em alguns mais de um filme por ano! Haja invenção e criatividade, né? Também reparei que desde 2004 assisto todos os seus filmes. Não sabia que era uma “aficcionada” por suas obras, rs!!

Clica aqui que a foto aumenta!

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Algumas pessoas acham que ele está em decadência, que não tem mais o que inventar, se aproveitando do turismo local para faturar um patrocínio em seus filmes. Mas e se for isso, o que há de errado? Eu, que adoro viajar, fico encantada de poder conhecer culturas novas através de seus filmes. Foi assim na Inglaterra em Match PointVicky Cristina Barcelona, Meia Noite em Paris e, agora, em Para Roma com Amor.

 

 

Esse é um daqueles filmes com várias histórias independentes (e, neste caso, não há conexão entre uma e outra), composta por quatro núcleos: o grupo do Woody Allen, do Roberto Begnini, do Alec Baldwin e da Penélope Cruz (usei os artistas mais conhecidos para falar sobre cada um deles).

Núcleo 1: O personagem de Woody Allen é um agente de cantores de ópera, é casado com uma psiquiatra e vão até Roma porque sua filha, que havia estado na cidade a turismo, se apaixonou por um italiano, decidiram se casar e apresentar seus pais uns aos outros. E aí seu personagem descobre que o pai do seu genro é um tenor em potencial, mas apenas em situações específicas. Para mim, esta é a melhor das quatro histórias do filme!

Núcleo 2: A outra história envolve o personagem de Roberto Benigni (A Vida É Bela, lembra?), um trabalhador comum, de classe média, que do dia para noite se torna uma celebridade. Também é uma das situações bizarras e engraçadas.

Núcleo 3: Temos também o núcleo do Jesse Einsberg e Alec Baldwin (personagem esse beeeem sem gracinha, na minha opinião). Alec é um arquiteto famoso devido a sua obra com um complexo de shoppings e volta à Roma à turismo e aproveita para se recordar de uma ruela onde viveu quando jovem. Encontra o personagem do Marc Zuckerberg Jesse, que é um jovem arquiteto que mora nesta ruela (how coincidence!!) e convida o personagem de Alec até a sua casa, onde vive com a namorada, também estudante. A namorada (uma atriz que não é muito conhecida para mim, nem sei seu nome) diz que uma amiga (a Juno Ellen Page)  terminou o namoro e que irá afogar as mágoas em Roma por uns tempos, mas que ele deve tomar cuidado porque ela é apaixonante. Alec fica como uma sombra, confundindo o telespectador sobre ele ser real ou não, sempre dando conselhos amorosos à Jesse.  Historinha chaaata…

Núcleo 4: Um casal recém casado vivia no interior da Itália e decide se mudar para Roma almejando uma vida melhor. Eles se separam por um mal entendido e nesta história entra Penélope Cruz, no papel de uma prostituta. E não falo mais nada para não estragar a surpresa!

Concluindo: é uma história engraçada, mas não é um dos melhores filmes dele, o que não é de forma alguma um impeditivo para ver e se divertir.

Pra terminar, algumas frases deste alegre, confuso e polêmico artista:

“Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher”.

 

“Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer”.

 

“Quando eu era pequeno, meus pais descobriram que eu tinha tendências masoquistas. Aí me passaram a me bater todo dia, para ver se eu parava com aquilo”.

 

“A liberdade é o oxigênio da alma. É muito difícil fazer sua cabeça e seu coração trabalharem juntos.No meu caso, eles não são nem amigos”.

 

“Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir.”

 

“Separei-me de minha esposa porque ela era terrivelmente infantil. Uma vez, eu estava a tomar banho na banheira, e ela afundou todos os meus barquinhos sem nenhum motivo aparente”

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